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há 3 anos

Harmonia entre gerações

Saiba como transformar os conflitos familiares em verdadeiras trocas humanistas

Redação

02/10/2023

Harmonia entre gerações

Cozinha bagunçada, ingredientes espalhados, um aroma delicioso no ar e muitas risadas. A família se diverte enquanto prepara uma receita tradicional. Com a comida no forno, todos ajudam na limpeza. Ao som de uma boa música, cada integrante organiza um canto e todos se sentam à mesa para saborear a comida.

Esse cenário é familiar para você?

Na infância, desenvolvemos memórias com as pessoas que nos criaram. Pode ser uma simples ida ao cabeleireiro, um passeio no fim de semana, um sorvete na praça, um jogo de bola no quintal, uma história para dormir, uma tarde na frente da tevê... Cada uma dessas lembranças cria um vínculo com quem convivemos.

Já na adolescência, esse cenário costuma mudar, o que pode diminuir ou até mesmo extinguir essa conexão familiar. Para entender o porquê e aprender como resgatar essa união, se liga nesta matéria.

Criar boas relações

Foto: Getty Images

Criar boas relações

Imagine a seguinte situação: uma família em que avós, pais e filhos dialogam sobre o uso da tecnologia. Os avós, por exemplo, podem achar que passar muito tempo conectado à internet é prejudicial à saúde, enquanto os pais têm uma visão mais moderada sobre o assunto. Já os filhos querem aproveitar a tecnologia ao máximo, seja para conversar com os amigos, ver vídeos, estudar ou ouvir música.

Às vezes, esse cenário simples é suficiente para gerar um conflito entre as gerações, pois cada um nasceu em uma época diferente e, por isso, possui opiniões, perspectivas, valores e experiências diferentes. E são esses pequenos atritos que, quando acumulados, minam a conexão entre pais e filhos formam uma barreira.

Sobre isso, no volume 2 do livro Juventude: Sonhos e Esperanças, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, afirma:

Às vezes, nosso relacionamento com os outros fica tão maçante que chegamos a ponto de querer gritar: “Eu queria ir para um lugar onde não houvesse ninguém!” Mas isso é impossível, a não ser que nos tornássemos eremitas. Então, o que fazer? Basicamente, precisamos nos esforçar para criar boas relações com os outros; precisamos nos tornar pessoas que conseguem desenvolver esse tipo de relacionamento. (Juventude: Sonhos e Esperanças, v. 2, p. 53-54)

Assim como o Mestre orienta, precisamos nos esforçar para criar relações familiares saudáveis. Mas você pode estar se perguntando: “Como fazer isso se não consigo resolver, por exemplo, um simples conflito sobre o uso da tecnologia”? Respira, não pira e continua lendo.

Encontro de gerações

Foto: Getty Images

Encontro de gerações

Quando falamos em conflito, pensamos na ideia de um ser contra o outro, de que haverá um vencedor no final ou então num debate para discutir quem tem mais razão. No entanto, nada disso contribui para a resolução do problema. Pelo contrário. Atitudes como essas tiram o foco de tentar entender o outro, ter empatia e aprender juntos.

No decorrer da vida, teremos que lidar com pessoas de idades, épocas e vivências diferentes. Sendo assim, por que não pensar em uma forma de unir essas experiências em vez de viver em um duelo sem fim?

No Budismo Nichiren, há o princípio da “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro”, que nos ensina como criar um mundo de harmonia e de coexistência criativa. Quando nos baseamos nesse princípio, cultivamos a sabedoria para melhorar a nós próprios e os outros e todas as diferenças se tornam uma fonte de renovada criação de valor.

Ao pensarmos dessa forma, passamos a enxergar tudo como um aprendizado e uma oportunidade de crescimento. Começamos a ter empatia e respeito pelo outro e emitir nossa opinião de maneira respeitosa.

Para saber mais como transformar os conflitos em verdadeiros diálogos, não perca este vídeo:

Conclusão - Matéria do mês de outubro

Presidente Ikeda dialoga com crianças (Japão, maio 1973). Foto: Seikyo Press

Conclusão

Independentemente das diferenças, é importante ouvir e conversar de forma respeitosa com todos.

Como Sucessores Ikeda 2030, vamos manifestar o espírito de procura igual aprendemos no vídeo, dialogar e encontrar os pontos em comum que existem entre as gerações.

Certa vez, o presidente Ikeda incentivou os Estudantes a serem pessoas de mente aberta e dispostas a aprender em qualquer situação. Lembrando-se sempre do respeito à individualidade, tome as experiências de outras gerações como um grande aprendizado.

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Discórdias na família e falha de comunicação entre pais e filhos não são um fato novo, mas problemas que as pessoas vêm sofrendo desde o início dos tempos. [...] No fim, o único modo de sanar tais conflitos nos relacionamentos humanos repousa em nossa prática budista, ou seja, expandir nossa condição de vida, mudar nosso interior e realizar nossa revolução humana com base na fé. [...] Recite Nam-myoho-renge-kyo sinceramente para aprimorar seu caráter e cultive uma rica sabedoria, um espírito forte e invencível e um coração amplo e amável capaz de abraçar com carinho sua família. (Nova Revolução Humana, v. 26, p. 188-189)

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