Caderno BVD
BS
Momento BVD 12: Desenvolvimento de sucessores
Introdução Em sua explanação sobre esse tema, o presidente Ikeda cita a seguinte afirmação do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda: “Devemos cultivar excelentes jovens, que possam trabalhar para beneficiar a sociedade, o país e toda a humanidade. Esse é o propósito da Soka Gakkai!”. Sem dúvida, aqui se encontra a essência do objetivo da criação de sucessores em nossa organização. Naturalmente, no âmbito de cada família também vale o mesmo raciocínio. Nichiren Daishonin cita frequentemente a analogia chinesa da “tinta azul mais azul do que o próprio índigo” mostrando a importância do desenvolvimento de sucessores melhores do que nós próprios.
05/03/2021

Escrito de Nichiren Daishonin
O Presente de Saquê Puro
Outra passagem de um sutra expõe que os filhos são tesouros.1 O rei Adorno Magnífico, após a morte, estava destinado a cair na grande cidadela do inferno de incessantes sofrimentos, mas foi salvo por seu filho, o príncipe Acervo Puro. O pai não somente pôde escapar dos sofrimentos do grande inferno, como também se tornou um buda chamado Rei da Árvore Sal.2 Uma mulher chamada Shodai-nyo,3 por causa de sua ganância e avareza, foi confinada no mundo dos espíritos famintos; porém, foi libertada desse domínio por seu filho Maudgalyayana.4 Portanto, a afirmação do sutra de que os filhos são tesouros não é de modo algum falsa. (CEND, v. II, p. 358)
Resumo e Cenário Histórico
Esta carta foi escrita em Minobu no primeiro mês de 1281, um ano antes da morte de Daishonin, e enviada à monja leiga de Ueno, que era viúva e mãe de Nanjo Tokimitsu.
O título faz alusão ao primeiro item da lista de oferecimentos feitos pela monja leiga de Ueno. De acordo com o calendário lunar, o Dia de Ano-Novo caía entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro, quando se celebrava o início da primavera.
Esse era o primeiro Dia de Ano-Novo que a monja leiga celebrava depois da morte de Nanjo Shichiro Goro, seu filho mais novo, que ocorrera quatro meses antes, quando o jovem tinha apenas dezesseis anos. Daishonin percebeu que, apesar de esta seguidora demonstrar alegria, no fundo, sua dor encobria o júbilo da nova estação. Na carta, Daishonin expressa profundas condolências pela perda, ainda mais dolorosa pelo contraste com o renascimento primaveril da vida. Ao explicar que o Nam-myoho-renge-kyo, a eterna Lei Mística, transcende o nascimento e a morte, ele encoraja a monja leiga a fortalecer sua fé e a manifestar o estado de buda para se sentir unida ao filho quanto antes.
Explanação do presidente da SGI
Venho me empenhando de corpo e alma para promover o desenvolvimento dos integrantes da nossa Divisão dos Jovens (DJ), que desempenharão papel de liderança para delinear o futuro da humanidade. Também venho treinando sinceramente os componentes da Divisão dos Estudantes (DE) com o intuito de despertar sucessivas gerações de jovens bodisatvas da terra, tal como consta na frase dos escritos “formem suas fileiras e me sigam” (CEND, v. II, p. 23).
Em minhas viagens pelo Japão e pelo mundo, sempre que possível, tentei me encontrar com membros da DE e criei infindáveis laços de coração a coração com eles.
Sem sucessores para carregar o bastão do espírito Soka, o kosen-rufu mundial não se desenvolverá, e a concretização da felicidade para a humanidade e da paz mundial permanecerá como um sonho.
Fico feliz em afirmar que hoje, nesta nova era do kosen-rufu mundial, valorosos ex-integrantes graduados da DE estão realizando contribuições notáveis no mundo todo. E os atuais membros dessa divisão de todos os lugares, que estão crescendo forte e vigorosamente, serão os protagonistas que farão badalar o solene sino assinalando o início do terceiro ciclo dos “Sete Sinos” na segunda metade do século 21.
A base eterna da Soka Gakkai está assentada.
“Filhos e pais são unos e atingem o estado de buda juntos”
Nichiren Daishonin endereçou a carta O Presente de Saquê Puro à monja leiga de Ueno, que perdera seu amado filho caçula, Nanjo Shichiro Goro (irmão mais novo de Nanjo Tokimitsu). Ele encoraja de todo o coração essa mãe imersa na mais profunda tristeza, assegurando-lhe que o filho dela virá em seu auxílio quando ela necessitar, transcendendo os laços de vida e morte.
Ele cita dois exemplos de filhos que salvaram os pais do sofrimento — o príncipe Acervo Puro, filho do rei Adorno Magnífico, e Maudgalyayana, filho de Shodai-nyo.
Transcendendo a vida e a morte, a fé do filho pode conduzir, infalivelmente, os pais a alcançar o estado de buda; e, também, a fé dos pais pode fazer com que os filhos atinjam, com certeza, o estado de buda. Famílias que possuem uma ligação com a Lei Mística compartilham um laço cármico que perdura pelas “três existências” — passado, presente e futuro. Como Daishonin expõe, “Minha cabeça, ponderou ele, é a cabeça de meus pais, meus pés são os pés deles, os dez dedos de minhas mãos são os dez dedos deles, minha boca é a boca deles” (WND, v. II, p. 658). Assim, ele nos ensina o princípio de que filhos e pais são unos e atingem o estado de buda juntos.
“Seus filhos são emissários do tempo sem início”
Toda sensei sempre dizia às mães que levavam os filhos com elas às atividades da Soka Gakkai: “Seus filhos são emissários do tempo sem início. Eles nasceram neste mundo para permitir que vocês, seus pais e os outros ao redor deles atinjam o estado de buda”. E àqueles às voltas com dificuldades envolvendo a criação dos filhos, ele ressaltava: “Normalmente, as crianças que dão mais trabalho são as que crescem de forma mais magnífica”.
Mesmo que um filho seja fonte de preocupação e apreensão, se os pais e os familiares assumirem esse fato como uma oportunidade para aprofundar a fé, então se pode dizer que o comportamento desse filho está sendo, na verdade, de devoção filial a seus pais.
Alguns podem ter filhos que não estão se empenhando na prática no momento presente. Contudo, não há necessidade de se sentirem ansiosos ou culpados. O importante é que continuem a orar todos os dias pelo crescimento e pela felicidade deles. Nossas orações infalivelmente alcançarão a natureza de buda dos filhos e a missão que possuem desde o tempo sem início desabrochará com toda a certeza. E, no futuro, um número incalculável de bodisatvas da terra de forte fé, pela ligação com seus filhos, surgirá um após outro. Não há, em absoluto, um filho que não possua uma missão. Todos nascemos para ser aquele que “conduzirá os próprios pais ao estado de buda” (CEND, v. I, p. 694).
“Tesouro do coração transmitido dos pais para os filhos”
Que riquezas nós, pais, podemos legar aos nossos filhos?
Nichiren Daishonin declara: “Mais valioso que o tesouro do cofre é o do corpo. Porém, nenhum é mais valioso que o tesouro do coração” (CEND, v. II, p. 112). O tesouro do cofre (riqueza material) e o tesouro do corpo (saúde física, habilidades práticas e posição social) são importantes, mas o tesouro do coração é o que produz a felicidade verdadeira.
Pautando-nos por esse mesmo princípio, o maior tesouro que podemos deixar para nossos filhos é, sem dúvida, o tesouro do coração. Como podemos legar aos filhos uma fé e um modo de vida que os habilitem a acumular o tesouro do coração? O fator crucial é nosso “comportamento como ser humano” (Ibidem, p. 113), que por sua relevância chega a ser apontado por Daishonin como o propósito do advento do Buda neste mundo. É pelo nosso comportamento como pais — a maneira como agimos em relação aos filhos e os tratamos — que lhes transmitimos o tesouro do coração.
Num discurso que proferi certa ocasião sobre educação e família,5 propus estas diretrizes a respeito do “comportamento como ser humano” dos pais em relação aos filhos:
Pelo fato de a fé constituir uma jornada vitalícia, ajudem os filhos a se concentrar primeiro nos estudos.
No dia a dia, reservem um tempo para conversar e interagir com os filhos.
Evitem mostrar aos filhos o aspecto de briga entre os pais.
Abstenham-se de ambos os pais repreenderem o filho ao mesmo tempo.
Sejam imparciais e não comparem um filho com outro.
Conversem com eles sobre o modo de vida dos pais em relação à fé.
O importante é o comportamento sábio e carinhoso. O essencial é respeitá-los, e isso faz parte da nossa prática de prezar as pessoas.
Toda sensei também ofereceu conselhos práticos à minha esposa e a mim sobre a tarefa de ser mãe e pai. Ele sugeriu que todas as manhãs enviássemos nossos filhos à escola, despedindo-nos adequadamente com acenos ou outras manifestações de atenção; e ao nos ausentarmos de casa para o trabalho ou para as atividades, nós os incentivássemos pelo telefone ou escrevendo-lhes bilhetes ou cartas.
Às vezes, nossos filhos acordavam atrasados e tinham de sair correndo para a escola sem fazer gongyo. Quando isso acontecia, minha esposa sempre dizia: “Não se preocupem, vou orar por vocês!”, e se despedia deles com um terno sorriso.
A fé é uma jornada para a vida toda. É imprescindível adotar uma visão de longo prazo em relação aos filhos, e não fazê-los sentir que praticar o budismo é penoso. Deixem que se sintam à vontade e se desenvolvam livremente.
Toda sensei costumava expressar: “Tanto os pais como seus filhos são ‘filhos do buda Nichiren Daishonin’. Tudo se transforma a partir da forte determinação de crescerem juntos com seus filhos no jardim da Soka Gakkai”.
Os filhos observam sua sincera participação nas atividades da organização. Também é essencial incentivá-los a recitar gongyo junto com vocês, pais. Se sua determinação num único momento (ichinen) mudar, com certeza vocês, pais, e seus filhos acumularão o tesouro do coração e juntos construirão uma família harmoniosa.
Trechos do romance Nova Revolução Humana
NRH, cap. “Novos Brotos”, v. 27, p. 56-62
Os alunos vinham de várias situações familiares.
Masayoshi Aritake, do primeiro ano, era um garoto pequeno, mas alegre e repleto de energia. Os pais se divorciaram quando ele tinha 5 anos e estava sendo criado pela mãe, Fumie.
Depois do divórcio, Fumie vendeu a casa deles na área metropolitana central e mudou-se com o filho e mãe para a cidade de Higashiyamato, nas cercanias de Tóquio, perto da Escola Soka de Ensino Fundamental 2 e Médio. Ela esperava colocar o filho na Escola Soka, caso fosse possível.
A situação financeira dela, no entanto, era extremamente ruim. Ela era a única fonte de sustento da família composta por três pessoas. Trabalhava num escritório, deixando Masayoshi sob os cuidados de sua mãe durante o dia, mas o que ganhava mal dava para pôr comida na mesa.
Em outubro de 1977, Fumie Aritake viu no jornal Seikyo Shimbun as especificações para ser admitido na Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio. Ela gostaria de poder matricular seu filho na escola, mas, dada a realidade de suas condições, parecia impossível.
Então, conversou com uma líder veterana da Divisão Feminina (DF) a respeito de seu filho iniciar o ensino fundamental na primavera seguinte. A líder a incentivou entusiasticamente a fixar o objetivo de colocá-lo na Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio.
Verificando a anuidade e taxas, Fumie fez os cálculos de cabeça para avaliar se conseguiria pagar. Hesitou, pensando: “Se cortássemos nossas despesas, poderia dar certo, mas realmente conseguiríamos fazer isso? Se um de nós adoecer gravemente, não teremos como pagar a conta do hospital...”
Nesse ínterim, a líder da DF foi à Escola Soka de Ensino Fundamental 1 buscar formulários de inscrição para Fumie. Quando examinou os papéis, uma nova determinação de enviar seu filho para aquela escola despertou dentro dela. E pensou: “Estabelecer o sistema escolar Soka foi o desejo acalentado pelo primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, e pelo segundo presidente, Josei Toda; e o presidente Yamamoto está empreendendo ações por esse objetivo. O grandioso anseio dos três primeiros presidentes da Soka Gakkai finalmente se tornará realidade mediante o estabelecimento da Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio. Como será a educação humanística, que visa a felicidade das crianças e eliminar a miséria da sociedade? Realmente desejo que meu filho, Masayoshi, frequente essa escola de ensino fundamental 1. Quero que ele cresça e se torne alguém que possa contribuir para a materialização dos ideais do presidente Yamamoto, que está dedicando a vida em prol da paz mundial”.
Ela então decidiu: “Não importando a luta que tenha de travar, darei um jeito de arranjar o dinheiro necessário para matricular meu filho na Escola Soka de Ensino Fundamental 1!”.
Fumie entregou a inscrição de seu filho na noite do prazo final.
Mães são fortes. Mães são dedicadas. Mães são corajosas. Por causa dessas mães, criam-se jovens campeões.
Os exames e entrevistas para admissão na Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio foram realizados no fim de novembro de 1977.
Fumie Aritake disse ao filho, Masayoshi, que se certificasse de cumprimentar os professores e funcionários da escola de maneira apropriada e que, se houvesse alguma pergunta durante a entrevista que ele não soubesse responder, fosse honesto e franco a respeito disso.
Ela acompanhou Masayoshi à Escola Soka de Ensino Fundamental 2 e Médio, onde os exames estavam sendo realizados. Ao ver pessoalmente a construção da unidade de ensino fundamental 1 em andamento, o desejo de que seu filho pudesse frequentá-la se intensificou ainda mais.
“Certamente não será fácil para nós no âmbito financeiro, mas quero colocar meu filho na Escola Soka de Ensino Fundamental 1 e vê-lo se tornar um excelente rapaz!”, pensou.
No entanto, ela receava que o filho não conseguisse ser admitido; ouvira comentários de outras mães da vizinhança de que as escolas particulares de ensino fundamental geralmente tendiam a acolher somente alunos vindos de famílias abastadas, com uma boa situação.
Ao pensar que seu filho poderia não ser aceito por não se enquadrar nesses critérios, lágrimas brotaram de seus olhos. Ela os enxugou várias vezes, enquanto aguardavam a entrevista sentados num canto da sala de espera.
Masayoshi foi aprovado no processo de entrevistas para admissão na escola. Quando Fumie foi notificada, ela não conseguia conter sua alegria. Usou todas as economias para pagar a taxa de matrícula e comprar o uniforme escolar.
Quando chegou o dia da cerimônia de início de aulas de Masayoshi, ela compareceu sentindo um misto de imensa esperança e ansiedade em relação a como fazer para conseguir ter dinheiro suficiente para cobrir as despesas.
Ao ver seu filho de uniforme, firmou um juramento em seu coração: “Minha luta começa agora. Darei absolutamente o máximo de mim!”.
O amor profundo de uma mãe pelo filho torna o espírito dela forte. Logo após Masayoshi passar a estudar na escola, um amigo disse a Fumie que uma empresa de contabilidade estava procurando alguém para trabalhar lá, e sugeriu que ela se candidatasse à vaga.
As condições eram boas e Fumie decidiu mudar de emprego. Havia muito mais tarefas a executar no novo emprego, mas o salário era três vezes maior do que ganhava antes.
Para Fumie Aritake, cada dia representava uma intensa luta. A empresa de contabilidade onde estava empregada era pequena, com apenas dois funcionários, porém possuía muitos clientes. Ela ia trabalhar de manhã e, com frequência, não voltava antes das 22 horas. Durante o período de declaração de imposto de renda, a carga de trabalho era ainda mais pesada. Entretanto, seu emprego melhorou as finanças da família e ela não precisava mais se preocupar com o pagamento das mensalidades escolares do filho.
Quando estava no trabalho, a mãe dela cuidava de Masayoshi. Fumie estava determinada a se valer de todas as oportunidades para interagir com o filho, por mais ocupada pudesse estar. Mesmo que voltasse para casa tarde da noite, na manhã seguinte sempre acordava Masayoshi às 6 horas para que pudessem fazer gongyo e passar algum tempo conversando antes de ele ir para a escola.
Mesmo que alguns pais não tenham muito tempo disponível para estar com os filhos, ainda assim podem fazer com que saibam o que sentem por eles. O importante é que suas ações e esforços para se relacionarem se baseiem no amor pelos filhos.
Por intermédio dos professores, Shin’ichi Yamamoto tomou conhecimento dos esforços gigantescos que Fumie estava realizando para manter Masayoshi na Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio.
Em julho de 1980, Shin’ichi participou do Encontro da Via Láctea na Escola Soka de Ensino Fundamental 1. Nessa ocasião, um professor apresentou-lhe Masayoshi Aritane.
— Então, você é Masayoshi Aritake! — disse Shin’ichi ao garoto, que viera à frente da sala e se postara diante da mesa onde estava sentado.
— Você é um rapaz muito gracioso. Vamos trocar um aperto de mãos — afirmou, cumprimentando Masayoshi sorrindo.
— Quero lhe oferecer este selo de presente — disse Shin’ichi entregando-lhe um dos selos postais que havia comprado como presente em sua quinta viagem à China em abril daquele ano.
Em seguida, estendeu-lhe outro selo e expressou:
— Este é para a sua mãe, que está trabalhando arduamente. Peço-lhe que cuide dela por toda a vida e se torne uma pessoa extraordinária. E, por favor, transmita a ela minhas melhores recomendações.
Masayoshi ficou muito feliz pelo fato de o fundador da escola estar consciente do trabalho árduo de sua mãe. Ter alguém que saiba quão bravamente estamos nos empenhando nos dá força. Não há encorajamento maior do que ter nossos esforços reconhecidos.
Masayoshi Aritake cresceu como uma criança alegre e feliz. Ele amava a escola. Ficava ansioso para ir, principalmente quando havia torneios esportivos ou outros eventos especiais.
Fumie Aritake sentia-se exultante sempre que ouvia o filho expressar quanto adorava a escola. “Fico tão feliz por tê-lo colocado na Escola Soka de Ensino Fundamental 1. Todos os meus incansáveis esforços compensaram”, refletia ela.
Fumie levara Masayoshi algumas vezes com ela para a empresa de contabilidade onde trabalhava, e ele demonstrara interesse em digitar os números para inseri-los no computador do escritório. Ela lhe dizia com frequência que a função de contador público certificado era uma profissão importante.
Na primavera de 1984, Masayoshi formou-se na Escola Soka de Ensino Fundamental 1, como integrante da terceira turma. No álbum de formatura, sob o título “Nosso Palco no Século 21”, no qual estudantes compartilharam seus sonhos em relação ao futuro, ele escreveu que queria ser um contador público certificado. Almejava seguir essa profissão por desejar contribuir para a sociedade e, em particular, para aliviar o fardo de sua mãe.
Depois de ingressar na Escola Soka de Ensino Fundamental 2, informou-se melhor sobre como se tornar contador público certificado e soube que o exame de qualificação era muito difícil. Porém, estudou com afinco, determinado a alcançar seu objetivo e também saldar sua dívida de gratidão com Shin’ichi Yamamoto, fundador da escola.
No fim, entrou na Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Soka. Em 1992, em seu terceiro ano na universidade, foi aprovado no exame de qualificação e se tornou contador público certificado na primeira tentativa. Seu sonho se realizara, e o longo e árduo esforço de sua mãe fora recompensado.
Material de apoio:
Leia mais:
Biblioteca de Materiais de Referência: Tema de Estudo 10 — Desenvolvimento de Sucessores.
Notas:
- Paráfrase de uma passagem do Sutra sobre a Contemplação da Mente como Solo.
- A história do rei Adorno Magnífico consta do capítulo 27, “Os Feitos Iniciais do Rei Adorno Magnífico”, do Sutra do Lótus. Embora depositasse sua fé em doutrinas não budistas, sua esposa, Virtude Pura, e seus dois filhos, Acervo Puro e Visão Pura, o converteram ao budismo. Em O Presente de Saquê Puro, aparentemente Daishonin menciona apenas o nome de Acervo Puro como representante do irmão e da mãe.
- Desconhece-se o nome em sânscrito.
- Essa história aparece no Sutra da Cerimônia em Memória dos Falecidos e é citada em Oferecimentos em Memória dos Ancestrais Falecidos (CEND, v. II, p. 77).
- Extraído do discurso proferido numa conferência de representantes da SGI, em Miami, Flórida, em 3 de fevereiro de 1993.
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