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Editorial

Porque você está aqui

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01/07/2022

Porque você está aqui

O aniversário costuma ser uma época de refletirmos sobre o ano que passou e sobre o que gostaríamos de cultivar e conquistar no novo ciclo. Neste mês de julho, em que a Terceira Civilização completa 54 anos, a reflexão que fazemos é sobre decisões, diálogo, aprendizado, luta contra adversidades e sentir-se conectado com o outro.

Você já se perguntou como tomar as melhores decisões para obter os melhores resultados? É uma arte. De forma semelhante, o diálogo também se torna arte quando se propõe a abraçar, aceitar e contemplar a tudo, mesmo os mais diferentes pontos de vista e posições. No dia a dia complexo da nossa vida em sociedade, permeada por opostos e extremos, é realmente uma habilidade complexa se manter nesse “caminho do meio”.

Falando em caminho, tanto as decisões como o diálogo são habilidades que aprendemos com o tempo, a prática e os exemplos corretos. Nossa vida está repleta de aprendizados diários. É a educação que a vida nos proporciona, mas que cabe a nós perceber, abraçar, aplicar e transformar o que for preciso. E, inclusive, os piores acontecimentos, quando encarados como aprendizado, podem contribuir para engrandecer o sujeito.

Aliás, pessoas grandiosas, reconhecidas pela sociedade e pela história, foram justamente aquelas que lutaram e venceram inúmeros desafios e batalhas que muitas vezes pareciam insuperáveis. Mas a força e a determinação deles os levaram longe, direcionando suas decisões para o melhor desfecho. Com frequência, mesmo nessas situações, eles buscavam travar diálogos humanísticos, inclusivos, que dignificam a vida.

Esse espírito de encontrar cada pessoa e de considerá-la próxima a si, mesmo diante de grandes adversidades, vemos no exemplo do nosso mestre, Dr. Daisaku Ikeda. Ele reflete:1

Durante o tempo que passamos juntos, o Dr. Toynbee citou as seguintes palavras do dramaturgo Terêncio da Roma antiga: “Sou homem e nada do que é humano me é estranho”.2 O Dr. Toynbee considerava suas as experiências de todas as pessoas, não as via como algo sem relação com ele e, portanto, jamais rejeitava ou ignorava alguém. (…)
Não muito tempo depois do fim do nosso diálogo, visitei os Estados Unidos, a China e a União Soviética em rápida sucessão. (...)
Antes de minha partida para a União Soviética, alguns me perguntaram por que eu, líder de uma organização budista, estava indo visitar uma nação que rejeitava a religião. Respondi sem hesitar que era porque havia pessoas lá e queria me encontrar com elas.
Qualquer lugar onde haja pessoas, qualquer lugar onde as pessoas estejam vivendo na Terra, nosso lar comum, tem ligação comigo. Foi com essa convicção que pude construir amizades e estreitar laços de confiança com meus semelhantes, cidadãos globais, transcendendo divisões nacionais ou políticas e sistemas de valores divergentes, e não importando qual fosse sua crença religiosa.

Nosso maior desejo é construir essa ponte entre o seu coração e o do Mestre, para que você se sinta próximo a ele, da mesma forma que ele se sente conectado a cada pessoa. É por isso que nos esforçamos a cada mês para ir até você, seja na forma impressa ou digital, com a esperança de contribuir para elevar sua condição de vida e habilitá-lo a colaborar ativamente na construção da “terceira civilização” do diálogo, da tolerância e da dignidade humana. E neste mês, especificamente, falaremos dos temas citados neste Editorial ao longo de toda a edição, com duas novidades — nosso presente para você: o Especial e a Série.

Caso ainda não tenha percebido, tudo o que falamos aqui tem um elemento comum: você. Nós nos empenhamos a cada mês “porque você está aqui”. Agradecemos sinceramente pela companhia e parceria que tem nos dedicado, e conte ainda mais conosco daqui em diante!

Excelente leitura!

Redação

Foto: Getty Images

Notas:

1. Terceira Civilização, ed. 647, jul. 2022, p. 62 a 64.

2. TOYNBEE. Arnold, J. Civilization on Trial [Civilização Posta à Prova]. Nova York: Oxford University Press, 1948. p. 213.

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