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OFBHI se apresenta no Theatro Municipal de São Paulo

Público lota um dos principais espaços artísticos do país. Com mais de 100 anos de história, o Municipal já recebeu Villa-Lobos e tem arquitetura inspirada na Ópera de Paris

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24/11/2018

OFBHI se apresenta  no Theatro Municipal de São Paulo
Redação

Um dos palcos mais respeitados do Brasil, o Theatro Municipal de São Paulo, recebeu a Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) no significativo dia 18 de novembro. Com a regência de Alexandre Pinto, a orquestra trouxe repertório variado, apresentando obras clássicas internacionais como a Abertura Egmont de Beethoven, e obras instrumentais brasileiras, como Suíte Nordestina do Maestro Duda, para comemorar os 90 anos de Ikeda sensei, os 25 anos de fundação da OFBHI e 88 anos da Soka Gakkai. Ao finalizar com A Longa e Distante Correnteza do Amazonas, de composição própria baseada em poema homônimo de Daisaku Ikeda, o público foi ao êxtase.

Em 2017, a Camerata Ikeda, conjunto de cordas da OFBHI, se apresentou pela primeira vez no Theatro Municipal. Para a estreia da orquestra, os músicos vieram de todo o Brasil para fazer parte do espetáculo: Brasília, DF; Rio de Janeiro, RJ; Vale do Paraíba, RJ; Curitiba, PR; Ribeirão Preto, SP; e Santarém, PA. Eika Okada, da Área Tapajós, CRE Oeste, cruzou o país para estar nesse momento junto com a OFBHI. “Eu toco violino há cinco anos e faço parte da orquestra há dois. A viagem até São Paulo é exaustiva, mas valeu a pena e passaria pelos obstáculos de novo. É um sonho estar aqui, nesse palco tão importante para a arte do Brasil. Ikeda sensei afirma que nós o representamos, então é uma honra estar aqui representando a Amazônia, um território que ele tanto admira.”

A apresentação iniciou ao meio-dia, mas desde cedo os músicos já estavam no espaço se preparando para a estreia. Bruno Shiraishi Costa, RM Liberdade, tem apenas 12 anos e tocou violino junto com a OFBHI representando o Núcleo de Desenvolvimento da Orquestra (NDO). “Já toquei duas vezes junto com a orquestra, mas é a primeira vez que estou no Theatro Municipal. Estou muito feliz por estar aqui, é a realização de um sonho. Adoro fazer parte do NDO, toco desde muito novo e lá fiz grandiosos amigos.”

O público, entusiasmado, tomou o teatro paulista, muitos demonstrando a alegria de estar ali pela primeira vez. Rosangela Cunha, da Comunidade Bandeira, CGSP, era uma dessas pessoas. “É a primeira vez que venho ao Theatro Municipal, não esperava que fosse tão magnífico. A sensação que tive foi de que o Mestre estava ali conosco, por isso firmei meu juramento seigan de ir ao encontro dele no Japão.” Paulo Ruffo não pratica o Budismo Nichiren, mas a convite da família foi assistir ao espetáculo. “Sou apreciador de música clássica e a apresentação foi excelente, fiquei surpreso. É a primeira vez que assisto à orquestra, o repertório me deixou encantado!”

Amaral Vieira, pianista, compositor e orientador artístico da OFBHI, e sua esposa, após a apresentação, enviaram a seguinte mensagem aos músicos: “Vocês criaram um novo ponto de referência para o nosso conjunto sinfônico, o que nos deixa muito felizes e confiantes de que estamos caminhando rigorosamente na direção que nos foi apontada por Ikeda sensei naquela memorável e inesquecível tarde de domingo de 1993.

Vamos ter em mente as sábias palavras dirigidas à orquestra por nosso presidente, Sr. Miguel Shiratori, pouco antes de sua viagem ao Japão: ‘O concerto no Theatro Municipal de São Paulo será uma nova partida para a OFBHI!’

E, de fato, um novo capítulo áureo da nossa querida orquestra começará a ser escrito a partir deste momento, que eternizará os ensinamentos do presidente Ikeda e a sua visão humanística do poder da música como elemento transformador do ser humano e agente insubstituível da verdadeira felicidade.

Sejamos profundamente agradecidos ao sensei por nos ter confiado essa belíssima missão de vida, que haveremos de concretizar com toda a fé que carregamos em nosso coração e com um empenho sempre crescente.”

Fábio Ikeda, coordenador da OFBHI, relembrou como se deu a escolha da data com a organização do teatro. “Foi muito místico. Entramos em contato para solicitar uma data, que a princípio foi negada. E, ao voltarmos da apresentação no Japão, eles nos responderam ‘temos apenas o dia 18 de novembro, pode ser?’ Na hora, pensamos: ‘Claro que pode!’”, afirmou. Para ele, é uma enorme alegria representar o presidente Ikeda no palco do Municipal após a visita dele em 1966, onde foi vigiado pelas autoridades brasileiras da época, sendo o tempo inteiro acompanhado por agentes do governo devido à suspeita de envolvimento político. “Hoje estamos aqui, no dia 18 de novembro, representando nosso mestre em uma situação totalmente contrária à sua segunda visita ao Brasil. Estamos elevando o nome do presidente Ikeda para toda a sociedade brasileira. É a nova era da orquestra e do kosen-rufu. Que felicidade!”


Soka Gakkai e música ­— um só ritmo que une nações

Herbie Hancock, um dos maiores jazzistas do mundo e membro da Soka Gakkai nos Estados Unidos, estava em turnê no Brasil no período da apresentação da OFBHI e enviou vídeo parabenizando a orquestra pela apresentação. Num trecho do vídeo, Herbie afirmou, entusiasmado: “Sei que a apresentação de vocês será espetacular, pois o pensamento e o espírito de vocês estão voltados à esperança e ao respeito aos seres humanos. Todos são emissários do Buda, emissários do sensei e emissários de Nichiren Daishonin. E vocês devem levar a mensagem do coração para as pessoas de todo o mundo. Sei que farão o seu melhor. Acredito em vocês”.

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