Crônica
TC
O que você ensinou hoje?
19/01/2019

— Além de ler a matéria e fazer os exercícios, expliquem o conceito para um colega, para um familiar ou até para um amigo imaginário.
Essa não é uma metodologia indicada somente por meu professor. Algumas pesquisas revelam a vantagem desse recurso para o cérebro de quem ensina, porque aquele que se prepara para fazer o papel do professor aprofunda o próprio conhecimento ao ser impelido a estabelecer um raciocínio lógico, além do benefício da repetição em si.
Já considero isso por si só muito interessante e acredito que seja essa a teoria do meu professor. O que talvez ele não saiba é que também há vantagem para o aluno ao ser ensinado por um colega, além do fato de receber o conhecimento.
Ser ensinado por um colega promove uma atitude positiva do aprendiz em relação ao assunto, torna mais real sua capacidade de absorver aquele conteúdo e estimula o aluno a se esforçar a ponto de dali a pouco ser ele a passar a ensinar. Algumas universidades no mundo, inclusive Harvard, adotam essa metodologia de alunos serem professores.
Podemos adotar a mesma concepção ao fazer shakubuku na Soka Gakkai ou apresentar uma matéria na reunião de palestra. Ao ensinar o budismo para alguém, recebemos o benefício de tornar essa filosofia mais intensa na nossa própria vida, ou seja, fortalecer a convicção. E aquele com quem falamos assimila com mais facilidade, uma vez que está sendo ensinado por uma pessoa comum, e a partir disso desperta para o fato de que ele também pode fazer a mesma ação benevolente de passar tal conhecimento ao próximo.
Ao ensinar o budismo, todo mundo ganha.
Juliana Ballestero Sales Vieira Kamiya
Redação
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